BBB: AQUECIMENTO PARA O BBB10 EM PARCERIA COM CARTAS PARA BIAL
Hora e vez do BBB5, que se tornou a edição de maior sucesso do reality com a casa dividida em “Lado do Bem e Lado do Mal”. Aqui se consagrou em definitivo a edição diferenciada do Big Brother Brasil em relação às versões estrangeiras.
Tornou-se ponto fundamental saber o que o “público queria ver” e trabalhar em cima disso. Deu certo e rendeu ao BBB5 os maiores índices de audiência. A grande sacada foi a criação de um desenho animado com os participantes como super-heróis envolvidos numa luta entre os dois lados: Os Defensores e os Inacreditáveis.
E isso também deflagrou uma guerra na NetBBB, com fortes reclamações contra a edição, capitaneadas por Tors e Manga, pois o que ia ao ar na tv aberta escondia o lado bom da Tropa de Choque e supervalorizava Jean e seu grupo “do bem”.
Só não há como negar que eu nunca tinha visto o público tão envolvido com o programa, ao ponto de, na primeira prova que Jean virou líder, o fato ser comemorado na minha vizinhança como gol do Brasil em Copa do Mundo.
Esta prova também rendeu agito na NetBBB! Afinal, era claro que uma prova de conhecimentos favorecia Jean, mas o pior foi que, a resposta que lhe deu a vitória, foi comprovada depois como errada e de nada adiantou a chiadeira da NetBBB.
A verdade é que Jean ganhou o programa na noite da primeira votação ao responder a pergunta, pertinente ao jogo, feita pelo Bial, de porque a casa votou nele em massa. Jean disse que talvez fosse por ele ser homossexual. Mesmo com os outros reclamando e dizendo que não, haviam imagens gravadas com eles tirando sarro do jeito do professor. E claro, a produção abusou de colocar isso no ar.
Ainda não estava cunhada a famosa expressão “o Brasil tá vendo”, mas foi o que o Brasil viu que levou Jean à vitória. A única que poderia ter atrapalhado, a insuportável Pink, foi minada pelo próprio Jean, numa ardilosa trama, onde o “bonzinho” foi construindo uma teia de fatos dentro da casa, que levaram uma Pink, já desestabilizada emocionalmente, a se perder completamente no jogo e acabar eliminada em quinto lugar, não acontecendo a final entre os dois, que o público tanto queria.
Seguindo nos Defensores, a linda Grazy (por quem torci muito!) se tornou amiga de Jean e Pink e fez uma trajetória brilhante dentro da casa, sendo doce e firme ao mesmo tempo. Além disso, foi a protagonista do primeiro casal com torcida do público! Ela se interessou por Alan, que era integrante da Tropa de Choque, e os dois levaram semanas trocando olhares reveladores, jogando indiretas e tal e coisa. Quantas madrugadas insones esperando o primeiro beijo! ![]()
Junto com eles, o chatinho Sammy, que no início ficou indeciso entre os lados, mas optou certo e acabou ficando com o terceiro lugar. A única coisa que gostei nele foi sua obstinação em eliminar os sorteados logo no início do programa, sabendo do perigo da Porta da Esperança. Ahh, também peguei dele o “foi ótema”, que uso até hoje.
E do outro lado, os Inacreditáveis, que eram todo o resto da casa!
Líder nato, Rogério se transformou no Dr. Gê (Capitão Gê no desenho) e com sua beleza e habilidade agregou todos com ele, formando um grupo da pesada. O grande problema foi que a edição não mostrou o quanto eles eram divertidos! Eu repetia sem parar que se fosse convidada para um churrasco com eles ou com os chatos Jean e Pink, iria correndo pro deles. ![]()
Rogério também marcou pela frase dita ao sair da casa na eliminação: “quanto mais conheço as pessoas, mais gosto dos meus cachorros”. Concordo total! Só que troco pra gatas! ![]()
Completava o time dos homens: Giuliano (um mosca morta abestalhado), Paulo André (o PA), que tentou virar líder após a saída de Rogério, mas foi eliminado a seguir e Alan, que abandonou o barco pelo interesse em Grazy e ao ver que só assim se manteria no jogo. Foi responsável pelo voto decisivo que impediu a formação do paredão entre Jean e Pink, arquitetado pelas meninas que viraram As Inacreditáveis, após a eliminação de Giuliano, Gê e PA.
As meninas eram Carla, Natália, Tati e Aline, que se denominaram Blush e tentaram permanecer no jogo “honrando Gê e PA”. Não conseguiram e também foram eliminadas uma a uma, com Aline saindo com o percentual histórico de 95% num paredão contra Grazy.
Na final, Sammy saiu em terceiro, Grazy ficou em segundo e Jean confirmou sua vitória. E grande parte da NetBBB não engoliu a edição mostrada diariamente.
Eu sempre repeti que o problema não foi o que era mostrado, pois a Tropa de Choque fez panelinha (panelaço!) e vivia mesmo falando de votos, armando estratégias e combinando os alvos para o paredão. No primeiro dia, Bial perguntou ao PA o que não valia pra ganhar o milhão, recebendo como resposta “matar e roubar”.
Esse era o espírito da Tropa: jogo pelo jogo. E diversão!
Pois o grande problema foi o que não mostraram: o quanto eles eram gente boa, brincalhões e se divertiam juntos. Até quando eles falavam mal de Jean e Pink era com um humor que me levava às gargalhadas. Nada disso foi ao ar e a produção tinha pilhas de cenas que só queimavam a Tropa. Porque, convenhamos, não há como criar cena: fez, falou e tá gravado, né? ![]()
Não sei se esqueci alguma coisa, ainda estou cansada da semana de trabalho (e já sabendo que vem outra!), mas não queria deixar meu compromisso com a Mari e com os leitores do Baú. Ainda mais sendo o BBB5! Se fosse o sonífero BBB6, dava até pra escrever rápido! ![]()
E amanhã começam as reprises do reality no Canal BBB! Já tem o seu?








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